Luisa, Luis Guilherme e Cáren Cecília partem em uma viagem em busca do que há de mais branco: a neve. Experiências e experimentos de três inexperientes em ação.
os inexperientes
26 de jul. de 2011
23 de jul. de 2011
22 de jul. de 2011
Experiência (bem) diferente
Eu nunca, na minha vida, havia viajado com uma criança/pré-adolescente. Então, minha estreia não está sendo somente na neve, mas também na experiência de viajar com um outro ritmo, com um outro olhar.
Sempre tive parcerias da minha idade que compartilhavam de um ritmo frenético: acordar cedo, caminhar o dia inteiro, conhecer cafés, restaurantes, a noite. Mas, acima de tudo, caminhar, caminhar, caminhar, andar enlouquecidamente de metrô para conhecer o máximo possível da cidade.
Agora, estou em slow motion. Acordo tarde, espero alguém terminar de ver novela (ralhando, é claro, porque existe um mundo para aproveitar lá fora e eu espero convencê-la de que isso vale a pena), lido com a inconformidade dela em ter de caminhar uma pequena parte do dia (baita preguiçosa, hehheeh!), janto em casa uma ou outra vez... Como ontem, em que o cardápio era massa com molho pronto, vinho de minigarrafa (tampa de rosca é o que há quando não temos saca-rolhas) e vídeos hilários do Ídolos, que nos levaram a um ataque de risos enlouquecido!!!
E estou a-do-ran-do!
Sempre tive parcerias da minha idade que compartilhavam de um ritmo frenético: acordar cedo, caminhar o dia inteiro, conhecer cafés, restaurantes, a noite. Mas, acima de tudo, caminhar, caminhar, caminhar, andar enlouquecidamente de metrô para conhecer o máximo possível da cidade.
Agora, estou em slow motion. Acordo tarde, espero alguém terminar de ver novela (ralhando, é claro, porque existe um mundo para aproveitar lá fora e eu espero convencê-la de que isso vale a pena), lido com a inconformidade dela em ter de caminhar uma pequena parte do dia (baita preguiçosa, hehheeh!), janto em casa uma ou outra vez... Como ontem, em que o cardápio era massa com molho pronto, vinho de minigarrafa (tampa de rosca é o que há quando não temos saca-rolhas) e vídeos hilários do Ídolos, que nos levaram a um ataque de risos enlouquecido!!!
E estou a-do-ran-do!
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amor
Onde estamos agora:
Santiago, Santiago Metropolitan Region, Chile
21 de jul. de 2011
Aventura na neve
Ontem, o que deveria ser um dia de pura diversão para conhecer a neve transformou-se em horas de tensão. Explico. Chegamos na Ski Total, agência que faz os tours para as estações de esqui e empresta roupas e equipamentos para enfrentar a neve, às 8h30min. O lugar parecia um campo de batalha, com MUITA gente tentando alugar roupas, tentando pagar, tentando conversar em portunhol com os atendentes e não conseguindo se fazer entender, enfim, um caos, porque era MUITA gente. Depois de lutarmos bastante, obtivemos tudo que precisávamos: botas, equipamento de snowboard, óculos e luvas (as minhas estavam molhadas, e achei isso péssimo, porque a mão congela. As do Gui estavam furadas), além de aula de snowboard. Gastamos, com isso, cerca de R$ 170 por pessoa. Compramos ali também o transporte para El Colorado, R$ 35 por pessoa - essa estação é a segunda de baixo para cima (antes, fica Farellones), a 2.500 metros de altitude.
Subimos, então. O caminho é lindo, pois cada ângulo diferente de visão da Cordilheira é mais encantador. Mas, em pessoas que (ainda) têm medo de altura, como eu, dá certa vertigem. São mais de 30 curvas até chegar em El Colorado (que, por mim, se chamaria El Tricolor, hunf!). Depois da curva 15, mais ou menos, todas são bem fechadas, e as pistas são estreitas e têm gelo na superfície, o que dá, sim, um bom medinho.
Chegando lá, achei tudo muito desorganizado. São milhões de pessoas andando esquisito (as botas são rígidas, o tornozelo não mexe dentro delas), com esquis e snowboards (que são gigantes), com gelo no chão (não neve, gelo mesmo, e muita gente escorrega e cai) e nenhuma placa explicando nada para quem chega lá pela primeira vez. Nem placa nem gente explicando. Então, acaba que tivemos que passar em vários lugares errados e enfrentar filas para conseguir chegar onde devíamos chegar - sem esquecer que estávamos cheios de roupas impermeáveis, grossas e pesadas, carregando um equipamento pesado em um lugar onde o ar é rarefeito. Eu cansei em todos os trajetos que fizemos, e olha que eu pratico exercícios regularmente. Marcamos a aula para as 14h30min.
Eram 13h, e fomos para a pista de esqui. Eu, para dar uma observada. Porém, quando olho para o lado, a Lu está encaixada no snowboard e descendo. O Gui se preocupou, colocou o snow e também desceu. Eu fiquei, pois meu objetivo era primeiro fazer aula e depois andar, né? Não tinha ideia do tamanho da pista, e a prancha escorrega muuuuito na neve. Eu fiquei com medo de me machucar. No sandboard, que já fiz, não é igual. Aliás, nada é igual à neve.
Para subir do fim da pista, o pessoal usava um equipamento em que se segura um objeto em forma de âncora, ligado por um elástico a um cabo que corre e puxa as pessoas para cima. Eu fiquei lá em cima, observando todo mundo. Mas daí se passou uma hora, e todo mundo retornava, menos a Lu e o Gui. Aí, de repente, apareceu a Lu, me dizendo que o Gui não conseguia voltar. Que tinha tentado muitas vezes, mas não conseguia. E ele tinha consigo as chaves do locker onde estavam água, lanches, dinheiro, tudo. Àquela altura, eu já não suportava mais fica no sol, na neve, sem água nem alimento - detalhe: tínhamos comido só umas bolachinhas, por medo de enjoar na subida. E nada do Guilherme.
A Luisa entrou em desespero, porque achou que o pai dela não ia mais subir. Ela falou com todos os monitores, pedindo ajuda para o Gui. E, de repente, caiu em prantos. Nessa hora, eu comecei a ficar tensa, pensando que poderia ter realmente acontecido algo sério com ele. Um socorrista desceu de esqui e conseguiu trazê-lo de volta, já eram 15h30min. O Gui subiu desidratado, boca seca e gelada, fraco. Contou que tinha tentado pegar aquele transporte esquisito umas 15 vezes, e sempre caía. Aí, desistiu. Mas ele não era o único: havia muitos outros brasileiros na mesma situação, porém melhor alimentados.
Conclusão: o melhor, evidente, era ter esperado a aula de snowboard e perguntar para o instrutor como era a pista, como se subia, se era difícil ou não. Assim, teríamos evitado alguns problemas e algumas preocupações. Porém, sabendo que um bando de iniciantes ansiosos visita a estação, os administradores deveriam colocar placas com informações sobre as pistas e os perigos que elas oferecem. Aliás, placas informativas foi o que eu menos vi em El Colorado. Parece que eles pressupõem que todo mundo conhece neve e sabe como lidar com ela.
No fim, deu tudo certo, graças a Deus (tenho certeza de que ele deu uma boa ajudinha). Descemos às 18h, assistindo ao espetáculo do por do sol na cordilheira, que pode ser conferido nas fotos anteriores. Mas ficou a lição: CAAAALMA quando encontrar a neve. Ela não vai fugir, e é bem perigosa.
Subimos, então. O caminho é lindo, pois cada ângulo diferente de visão da Cordilheira é mais encantador. Mas, em pessoas que (ainda) têm medo de altura, como eu, dá certa vertigem. São mais de 30 curvas até chegar em El Colorado (que, por mim, se chamaria El Tricolor, hunf!). Depois da curva 15, mais ou menos, todas são bem fechadas, e as pistas são estreitas e têm gelo na superfície, o que dá, sim, um bom medinho.
Chegando lá, achei tudo muito desorganizado. São milhões de pessoas andando esquisito (as botas são rígidas, o tornozelo não mexe dentro delas), com esquis e snowboards (que são gigantes), com gelo no chão (não neve, gelo mesmo, e muita gente escorrega e cai) e nenhuma placa explicando nada para quem chega lá pela primeira vez. Nem placa nem gente explicando. Então, acaba que tivemos que passar em vários lugares errados e enfrentar filas para conseguir chegar onde devíamos chegar - sem esquecer que estávamos cheios de roupas impermeáveis, grossas e pesadas, carregando um equipamento pesado em um lugar onde o ar é rarefeito. Eu cansei em todos os trajetos que fizemos, e olha que eu pratico exercícios regularmente. Marcamos a aula para as 14h30min.
Eram 13h, e fomos para a pista de esqui. Eu, para dar uma observada. Porém, quando olho para o lado, a Lu está encaixada no snowboard e descendo. O Gui se preocupou, colocou o snow e também desceu. Eu fiquei, pois meu objetivo era primeiro fazer aula e depois andar, né? Não tinha ideia do tamanho da pista, e a prancha escorrega muuuuito na neve. Eu fiquei com medo de me machucar. No sandboard, que já fiz, não é igual. Aliás, nada é igual à neve.
Para subir do fim da pista, o pessoal usava um equipamento em que se segura um objeto em forma de âncora, ligado por um elástico a um cabo que corre e puxa as pessoas para cima. Eu fiquei lá em cima, observando todo mundo. Mas daí se passou uma hora, e todo mundo retornava, menos a Lu e o Gui. Aí, de repente, apareceu a Lu, me dizendo que o Gui não conseguia voltar. Que tinha tentado muitas vezes, mas não conseguia. E ele tinha consigo as chaves do locker onde estavam água, lanches, dinheiro, tudo. Àquela altura, eu já não suportava mais fica no sol, na neve, sem água nem alimento - detalhe: tínhamos comido só umas bolachinhas, por medo de enjoar na subida. E nada do Guilherme.
A Luisa entrou em desespero, porque achou que o pai dela não ia mais subir. Ela falou com todos os monitores, pedindo ajuda para o Gui. E, de repente, caiu em prantos. Nessa hora, eu comecei a ficar tensa, pensando que poderia ter realmente acontecido algo sério com ele. Um socorrista desceu de esqui e conseguiu trazê-lo de volta, já eram 15h30min. O Gui subiu desidratado, boca seca e gelada, fraco. Contou que tinha tentado pegar aquele transporte esquisito umas 15 vezes, e sempre caía. Aí, desistiu. Mas ele não era o único: havia muitos outros brasileiros na mesma situação, porém melhor alimentados.
Conclusão: o melhor, evidente, era ter esperado a aula de snowboard e perguntar para o instrutor como era a pista, como se subia, se era difícil ou não. Assim, teríamos evitado alguns problemas e algumas preocupações. Porém, sabendo que um bando de iniciantes ansiosos visita a estação, os administradores deveriam colocar placas com informações sobre as pistas e os perigos que elas oferecem. Aliás, placas informativas foi o que eu menos vi em El Colorado. Parece que eles pressupõem que todo mundo conhece neve e sabe como lidar com ela.
No fim, deu tudo certo, graças a Deus (tenho certeza de que ele deu uma boa ajudinha). Descemos às 18h, assistindo ao espetáculo do por do sol na cordilheira, que pode ser conferido nas fotos anteriores. Mas ficou a lição: CAAAALMA quando encontrar a neve. Ela não vai fugir, e é bem perigosa.
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Onde estamos agora:
El Colorado, Curacautín, Araucanía Region, Chile
Voltando ao avião
O atropelo da chegada e a ansiedade em tentar se organizar fez com que eu não escrevesse sobre um problema que tivemos com a Aerolíneas Argentinas, logo na chegada.
Eu estava até achando estranho que tudo correu super bem em toda a viagem - porque minha última experiência com eles foi ruim, fiquei mais de duas horas trancada dentro de um avião, parada no aeroporto de Ezeiza, sem sequer uma informação sobre o que estava acontecendo (apesar da pressão dos passageiros). Mas tivemos bom lanches, fomos bem atendidos e recebemos informações satisfatórias em todas as etapas.
Pois bem, o nosso problema foi que estava chovendo torrencialmente em Buenos Aires, e o pessoal da Aerolíneas deixou nossas malas NA RUA! Assim mesmo, nossas malas, não sei por que cargas d'água (ai, desculpem o trocadilho infame!), ficaram pegando uma chuvarada. Resultado: quando chegamos no apart-hotel, a minha mala, que foi a mais molhada, estava com todas as meias e roupas íntimas encharcadas. O pior foram as meias molhadas, num frio de 5°C. Sorte que tem a estufinha no quarto e que o sol pega bem no apartamento, secou tudo em um dia.
Tomara que eles se redimam na volta.
Eu estava até achando estranho que tudo correu super bem em toda a viagem - porque minha última experiência com eles foi ruim, fiquei mais de duas horas trancada dentro de um avião, parada no aeroporto de Ezeiza, sem sequer uma informação sobre o que estava acontecendo (apesar da pressão dos passageiros). Mas tivemos bom lanches, fomos bem atendidos e recebemos informações satisfatórias em todas as etapas.
Pois bem, o nosso problema foi que estava chovendo torrencialmente em Buenos Aires, e o pessoal da Aerolíneas deixou nossas malas NA RUA! Assim mesmo, nossas malas, não sei por que cargas d'água (ai, desculpem o trocadilho infame!), ficaram pegando uma chuvarada. Resultado: quando chegamos no apart-hotel, a minha mala, que foi a mais molhada, estava com todas as meias e roupas íntimas encharcadas. O pior foram as meias molhadas, num frio de 5°C. Sorte que tem a estufinha no quarto e que o sol pega bem no apartamento, secou tudo em um dia.
Tomara que eles se redimam na volta.
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Onde estamos agora:
Santiago, Santiago Metropolitan Region, Chile
20 de jul. de 2011
Hoje: neve
São 8h, a temperatura é de 2°C em Santiago. Estamos partindo para El Colorado. (OBA!)
Onde estamos agora:
Santiago, Santiago Metropolitan Region, Chile
19 de jul. de 2011
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